quarta-feira, 18 de novembro de 2015

   
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Pastor Saeed Abedini conta que a oração foi sua arma na prisão: “Orava até 20 horas por dia”

Pastor Saeed Abedini conta que a oração foi sua arma na prisão: “Orava até 20 horas por dia”
O pastor Saeed Abedini falou pela primeira vez após desembarcar nos Estados Unidos, e contou que a oração foi sua aliada para suportar as torturas e privações a que foi submetido no tempo em que foi mantido preso no Irã.
Em entrevista à emissora Fox News, Abedini contou que, ao longo dos mais de três anos que foi mantido na cadeia, as autoridades iranianas tentaram fazê-lo assinar confissões de crimes que ele não havia cometido, mas ele se recusou todas as vezes.
“Em um dos interrogatórios, eles me espancaram com muita força”, disse, referindo-se ao dia em que terminou com uma hemorragia estomacal. A tortura física era acompanhada também de pressão psicológica, pois os carrascos diziam que ele seria espancado até a morte, e se sobrevivesse, quando fosse liberado ainda seria acompanhado de perto pela polícia.
Questionado sobre os motivos que o levaram a ser preso no Irã, Abedini reiterou que não haviam razões além de sua fé e seu trabalho social/missionário no país. Mesmo agora, o governo sustenta que o pastor estaria usando “o cristianismo para tentar prejudicar a nação do Irã” através de espionagem para os Estados Unidos.
Revelando detalhes dos anos na prisão, Abedini frisou que a forma que encontrou para fazer o tempo passar foi orar, já que os guardas não permitiam seu acesso a livros ou qualquer outra coisa que o mantivesse entretido. “A cada dia, por horas e horas, às vezes mais de 20 horas, só orava. A melhor coisa que eu podia fazer ali era orar”, revelou.
O pastor atualmente está em uma instalação da Associação Evangelística Billy Graham, que é considerado uma espécie de retiro, onde está se readaptando à vida em liberdade, na companhia dos familiares, e com todo apoio necessário.

Bispo da Universal censura Xuxa e Record planeja rescindir o contrato da apresentadora, diz jornalista

Bispo da Universal censura Xuxa e Record planeja rescindir o contrato da apresentadora, diz jornalista
A TV Record estaria trabalhando para rescindir o contrato com a apresentadora Xuxa Meneghel, devido à insatisfação de diretores ligados à Igreja Universal com o conteúdo veiculado no programa da “rainha dos baixinhos”.
A informação sobre a possibilidade real de rompimento do contrato por parte da Record foi veiculada pelo jornalista Daniel Castro, especializado nos bastidores da televisão.
“Um alto executivo da área artística, ligado à Igreja Universal do Reino de Deus, fez uma espécie de censura pós-edição do programa, previamente gravado. Cumprindo recomendação da igreja, o diretor viu todo o programa atento a cada frase de Xuxa. Sua missão era eliminar tudo o que julgasse chulo, vulgar e imoral. Paralelamente, advogados da Record já destrincham o contrato de Xuxa. Estão se preparando para uma eventual rescisão”, escreveu Castro, no site Notícias da TV.
O motivo da irritação dos executivos seriam situações ocorridas em edições anteriores do programa, quando Xuxa e seus entrevistados abordaram temas desconfortáveis para a emissora do bispo Edir Macedo.
“A Record quer evitar que Xuxa repita situações consideradas constrangedoras, como ocorreu quando ela recebeu as cantoras Anitta e Preta Gil, o apresentador Sérgio Mallandro e a atriz Luana Piovanni. Não quer sua principal estrela falando de masturbação e uso de brinquedinhos sexuais na cama”, pontuou o jornalista.
Quando o contrato entre Xuxa e Record foi assinado, a apresentadora afirmou que havia recebido liberdade total para seu programa, mas que havia comum acordo para que temas ligados à religião fossem evitados, dada a ligação intrínseca da emissora com uma denominação neopentecostal.

Governo quer banir a história do cristianismo do currículo escolar, denuncia professor

Governo quer banir a história do cristianismo do currículo escolar, denuncia professor
O governo federal voltou à carga para tentar mudar conceitos importantes da sociedade 
O governo federal voltou à carga para tentar mudar conceitos importantes da sociedade brasileira através da educação, com a criação silenciosa de uma proposta de unificação do currículo escolar no país.
De acordo com essa proposta, questões de história ligadas à origem do cristianismo ou ao surgimento da democracia ficariam de fora dos temas a serem tratados nas aulas de história ao longo dos nove anos que englobam os ensinos Fundamental e Médio.
O alerta foi feito pelo professor e historiador Marco Antônio Villa, comentarista da rádio Jovem Pan e colunista do jornal O Globo. Villa é um ferrenho opositor do governo petista e defensor doimpeachment da presidente Dilma Rousseff (PT).
“O Ministério da Educação está preparando uma Revolução Cultural […] Sob o disfarce de ‘consulta pública’, pretende até junho ‘aprovar’ uma radical mudança nos currículos dos ensinos fundamental e médio — antigos primeiro e segundo graus. Nem a União Soviética teve coragem de fazer uma mudança tão drástica como a ‘Base Nacional Comum Curricular’”, introduziu Villa em seu artigopublicado recentemente.
De acordo com o professor, a proposta do MEC “é um crime de lesa-pátria”, pois baniria a origem de diversas filosofias que não se alinham à ideologia socialista/comunista abraçada pelo Partido dos Trabalhadores e pretendida por seus políticos como absoluta no Brasil.
“Vou comentar somente o currículo de História do ensino médio. Foi simplesmente suprimida a História Antiga. Seguindo a vontade dos comissários-educadores do PT, não teremos mais nenhuma aula que trata da Mesopotâmia ou do Egito. Da herança greco-latina os nossos alunos nada saberão. A filosofia grega para que serve? E a democracia ateniense? E a cultura grega? E a herança romana? E o nascimento do cristianismo? E o Império Romano? Isto só para lembrar temas que são essenciais à nossa cultura, à nossa história, à nossa tradição”, pontuou Villa.
Em sua análise da proposta, o professor concluiu que “os comissários-educadores — e sua sanha anticivilizatória — odeiam também a História Medieval”, pois omitiram os dez séculos marcados pela “expansão do cristianismo e seus reflexos na cultura ocidental, o mundo islâmico, as Cruzadas, e as transformações econômico-políticas”.
“Parece mentira, mas, infelizmente, não é. Mas tem mais: a Revolução Industrial não é citada uma vez sequer, assim como a Revolução Francesa ou as revoluções inglesas do século XVII […] [Os petistas não] perdoaram também a História do Brasil. Os movimentos pré-independentistas — como as Conjurações Mineira e Baiana — não existiram, ao menos no novo currículo. As transformações do século XIX, a economia cafeeira, a transição para a industrialização, foram desconsideradas, assim como a relação entre as diversas constituições e o momento histórico do país”, elenca.